Primeiras noticias de Londres
Muitas coisas aconteceram nessa última semana. Várias coisas deram errado (a gente já está se acostumando), mas algumas deram certo, e mais uma vez a gente teve que tomar decisões importantes. Vou tentar resumir tudo.
Quando nós decidimos vir pra Londres, tínhamos em mente que as coisas não iriam ser fáceis. Nosso plano era que eu começasse a trabalhar o mais rápido possível, para que nós pudéssemos entrar com o pedido do visto pro Ricardo poder começar a trabalhar. Esse visto, de acordo com as informações que tínhamos, demoraria de três a quatro meses para sair.
Chegando aqui em Londres tentamos entrar em contato com uma advogada que costuma fazer esses pedidos de visto para o Home Office, entidade que trata desses assuntos de visto aqui no Reino Unido. Como não conseguimos falar com essa advogada, mesmo ligando várias vezes no dia, decidimos tentar contato com outra.
Fomos direto no escritório dela, e conseguimos um horário. Tivemos que pagar 50 libras só para a consulta, e teríamos que pagar mais 250 se fôssemos seguir o processo com ela. Mas depois das informações que ela passou pra gente, pensamos que esse gasto extra não seria necessário... Ela jogou um balde de água fria nos nossos lindos planos.
Esses países que entraram mais recentemente na União Européia têm algumas restrições aqui no Reino Unido. Para que o marido ou a esposa possa pedir o “Family Permit” para o cônjuge, já tem que estar trabalhando aqui há um ano. Ou seja, se antes eu teria que trabalhar três ou quatro meses “sustentando a casa”, agora seria pelo menos um ano e três meses, resumindo: impossível.
Dias antes de vir pra Londres nós quase desistimos e voltamos pro Brasil. Principalmente porque a gente nunca se imaginou morando em Londres. Nossa intenção era morar numa cidade pequena, com menos gente, afinal foi por isso que a gente saiu de São Paulo. Mas ao mesmo tempo tinha a saudade das nossas famílias, amigos, cachorros, gatos, chinchilas, e todos os hábitos que a gente criou no Brasil.
Essas notícias que a gente recebeu, quase foram o empurrãozinho que faltava pra gente voltar. Mas a gente tinha que ser realista. Tínhamos que escolher o que seria melhor pra gente a longo prazo. Porque sabíamos que voltando para o Brasil as coisas também não seriam muito fáceis.
Pensamos muito, discutimos, conversamos e decidimos que o melhor pra nós agora seria: eu ficar aqui em Londres, e o Ricardo voltar para o Brasil. Assim, eu consigo juntar um dinheirinho, que com certeza vai ser muito útil pra gente começar a nossa vidinha no Brasil, e o Ricardo começa a trabalhar e juntar algum também.
Isso decidido, era hora de procurar um emprego. Demos uma passadinha na loja do Subway - que eu tinha trabalhado - pra comer um lanche, e eu acabei saindo de lá com um emprego.
Como eu sei que lá não paga muito, continuo procurando em outros lugares. Já deixei vários currículos, mas sei que em geral nada acontece. Mas não dá pra desistir.
Comecei a trabalhar na segunda-feira, agora estou concentrada em encontrar um quarto pra alugar. O Ricardo deve ficar aqui até que eu consiga acomodação.
Vai ser um período difícil pra gente. Mas a gente espera que no final das contas valha a pena.
Quando nós decidimos vir pra Londres, tínhamos em mente que as coisas não iriam ser fáceis. Nosso plano era que eu começasse a trabalhar o mais rápido possível, para que nós pudéssemos entrar com o pedido do visto pro Ricardo poder começar a trabalhar. Esse visto, de acordo com as informações que tínhamos, demoraria de três a quatro meses para sair.
Chegando aqui em Londres tentamos entrar em contato com uma advogada que costuma fazer esses pedidos de visto para o Home Office, entidade que trata desses assuntos de visto aqui no Reino Unido. Como não conseguimos falar com essa advogada, mesmo ligando várias vezes no dia, decidimos tentar contato com outra.
Fomos direto no escritório dela, e conseguimos um horário. Tivemos que pagar 50 libras só para a consulta, e teríamos que pagar mais 250 se fôssemos seguir o processo com ela. Mas depois das informações que ela passou pra gente, pensamos que esse gasto extra não seria necessário... Ela jogou um balde de água fria nos nossos lindos planos.
Esses países que entraram mais recentemente na União Européia têm algumas restrições aqui no Reino Unido. Para que o marido ou a esposa possa pedir o “Family Permit” para o cônjuge, já tem que estar trabalhando aqui há um ano. Ou seja, se antes eu teria que trabalhar três ou quatro meses “sustentando a casa”, agora seria pelo menos um ano e três meses, resumindo: impossível.
Dias antes de vir pra Londres nós quase desistimos e voltamos pro Brasil. Principalmente porque a gente nunca se imaginou morando em Londres. Nossa intenção era morar numa cidade pequena, com menos gente, afinal foi por isso que a gente saiu de São Paulo. Mas ao mesmo tempo tinha a saudade das nossas famílias, amigos, cachorros, gatos, chinchilas, e todos os hábitos que a gente criou no Brasil.
Essas notícias que a gente recebeu, quase foram o empurrãozinho que faltava pra gente voltar. Mas a gente tinha que ser realista. Tínhamos que escolher o que seria melhor pra gente a longo prazo. Porque sabíamos que voltando para o Brasil as coisas também não seriam muito fáceis.
Pensamos muito, discutimos, conversamos e decidimos que o melhor pra nós agora seria: eu ficar aqui em Londres, e o Ricardo voltar para o Brasil. Assim, eu consigo juntar um dinheirinho, que com certeza vai ser muito útil pra gente começar a nossa vidinha no Brasil, e o Ricardo começa a trabalhar e juntar algum também.
Isso decidido, era hora de procurar um emprego. Demos uma passadinha na loja do Subway - que eu tinha trabalhado - pra comer um lanche, e eu acabei saindo de lá com um emprego.
Como eu sei que lá não paga muito, continuo procurando em outros lugares. Já deixei vários currículos, mas sei que em geral nada acontece. Mas não dá pra desistir.
Comecei a trabalhar na segunda-feira, agora estou concentrada em encontrar um quarto pra alugar. O Ricardo deve ficar aqui até que eu consiga acomodação.
Vai ser um período difícil pra gente. Mas a gente espera que no final das contas valha a pena.
