Sábado, Maio 28, 2005

Lord Vader... Rise!

Bom, passado o cometa “Star Wars: Episódio III”, e, após ter assistido ao filme três vezes – tendo arrastado a Kaká em todas elas – posso dizer que o final da saga era tudo o que eu esperava.
Claro que a fita não é perfeita em todos os detalhes, mas Lucas conseguiu encerrar a nova trilogia com a dignidade merecida. Todos os elementos que me maravilharam ao longo de desses anos estavam lá.
Agora, interessante é descrever a estréia desse épico da indústria do entretenimento na distante Polônia. Seja o amor pela saga, ou a força – desculpe o trocadilho – do marketing , o cinema estava lotado. Diferentemente das outras sessões em que fomos, mesmo em outros “blockbusters” da vida. Até o próprio Darth Vader deus as caras por lá! Pobres e ricos, metaleiros e playboys, todos discutindo e prevendo o resultado final do filme.
Depois das duas horas e pouco viajando por galáxias distantes e testemunhando a força do Lado Negro, pegamos um táxi, já madrugada adentro, e voltamos para a nossa realidade. Que, as vezes, é nada fantástica...
Para ver as fotos clique aqui.

Segunda-feira, Maio 16, 2005

Praga

O trem para Praga saía às 22:50, mas chegamos uns 20 minutos antes e ele já estava lá.
Conseguimos pegar uma cabine vazia, então ficávamos conversando e lendo deitados, cada um em um banco.
Por volta da meia-noite o trem parou em uma estação e lotou. Nossa cabine foi “invadida” por mais 5 pessoas. Fiquei sentada perto da janela rezando para que essas pessoas não fossem até Praga.
O trem seguiu por mais uma hora e parou em outra estação. Era a última estação em território polonês. Nessa estação entraram os oficiais de imigração tchecos para checar os passaportes dos passageiros.
Na estação seguinte, já na República Tcheca, o trem deu uma esvaziada, inclusive os nossos companheiros de viagem se foram. Assim a gente pôde deitar e dormir um pouco.
Chegamos em Praga por volta das 7:30. A estação que descemos era enorme e demoramos um tempão até conseguirmos nos localizar. Como era muito cedo, o balcão de informações turísticas ainda estava fechado, por isso a gente teve que se virar mesmo.
Compramos um mapa da cidade, pegamos um mapa com as principais rotas de transporte, adquirimos os bilhetes para o metrô, e seguimos na direção do albergue que tínhamos feito reserva.
Chegando no albergue, a recepcionista nos disse que só poderíamos fazer o check-in depois das 13:00, mas podíamos deixar nossa bagagem lá e dar uma volta pela cidade. Foi o que fizemos. Estávamos morrendo de fome, então fomos tomar café da manhã no McDonalds. Já faz parte da tradição: país novo, McDonalds novo.
Com a barriga cheia fomos dar o nosso primeiro passeio. Decidimos ficar mais na região do centro velho, que não era muito longe.
Passeamos pelas praças e igrejas, depois fomos caminhando até o bairro judeu. Como era sábado estava tudo fechado, por isso decidimos que voltaríamos lá no dia seguinte para visitar tudo com calma.
Andamos mais um pouco e chegamos no rio Vltava, que corta a cidade. Fizemos um passeio de barco que durou uma hora e passava pelos principais pontos de interesse de Praga.
Depois desse passeio seguimos pela margem do rio até a principal ponte de Praga. Ela foi construída em 1357 e era a única na cidade até 1841. Subimos em uma das torres dessa ponte e tivemos uma linda vista da cidade.
Voltamos para o centro velho por umas ruazinhas cheias de lojinhas de souvenires. De camisetas e imãs de geladeira a cristais e âmbar.
Visitamos o relógio astronômico, um dos principais cartões postais da cidade. A cada hora, os turistas se aglomeram na frente dele para assistir à “performance”.
Voltamos para o albergue cedo, pois estávamos cansados da viagem.
No domingo acordamos bem cedinho porque o dia ia ser puxado. Logo pela manhã fomos visitar o bairro judeu, com um museu que está dividido em vários prédios diferentes. Visitamos algumas sinagogas e algumas exposições.
Depois fomos para a torre Eiffel, na verdade uma imitação da famosa torre de Paris, que fica no alto de um morro no parque da cidade.
Para chegarmos até lá, pegamos um bondinho parecido com aquele que leva os turistas até o Corcovado no Rio de Janeiro.
Subir as escadas para chegar no alto da torre não foi fácil. Meu fôlego já não é mais o mesmo de alguns anos atrás. Mas a vista que se tem lá do alto é deslumbrante.
Saindo da torre fomos dar um volta nas imediações do castelo. Visitaríamos seu interior só no dia seguinte.
Antes de voltarmos para o albergue, passamos no Subway para comer. Relembrei os velhos tempos, quando trabalhei em uma lanchonete dessas lá em Londres.
No dia seguinte tivemos que fazer o check-out até as 10:00. Deixamos as nossas malas lá mesmo e fomos fazer nosso passeio.
O castelo de Praga é muito bonito, mas bem diferente do de Cracóvia, principalmente a arquitetura das construções.
Primeiro nós visitamos a catedral. Enorme, linda! Toda em estilo gótico. Em seguida fomos para o palácio real. Nele visitamos a capela, a sala do trono e o terraço, de onde se tinha uma vista linda da cidade e do rio.
Saindo de lá fomos para a basílica de São Jorge. Em estilo românico, ela ainda tem muitos de seus detalhes originais. Depois subimos em uma torre do castelo e vimos uma exposição sobre os uniformes dos guardas do castelo.
Vimos também uma exposição de roupas, armas e armaduras antigas. O Ricardo quase ficou louco nas lojinhas que vendiam as réplicas.
Saindo do castelo sentamos em um barzinho, desses com as mesinhas na calçada, e experimentamos a famosa cerveja tcheca. Achei muito boa. Era amarga, mas não era muito forte. O sol da tarde estava bem agradável, apesar do vento gelado.
De lá voltamos para o albergue, onde ficamos até às 20:00. Pegamos a nossa bagagem e fomos para a estação de trem.
O final dessa história vocês já sabem. As únicas lembranças que trouxe de Praga são os postais, dois imãs de geladeira e o que ficou na minha memória.

Sexta-feira, Maio 13, 2005

Obrigada a todos

Olá pessoal, apareci pra agradecer os parabéns de todo mundo.
Muito obrigada a todos que enviaram cartões virtuais, e-mails, mensagens no Orkut, e tudo mais. Mesmo estando tão longe me senti aí, pertinho de todo mundo.
A festa ontem foi boa. Bastante gente apareceu lá no Jazz Rock Café para me dar os parabéns. Ganhei até flores.
Não esqueci do post de Praga. Mas hoje eu precisava me recuperar da balada de ontem.

Quarta-feira, Maio 11, 2005

Dando as caras

Faz tempo que a gente não aparece pra contar as novidades, né? E não é que a gente não tem feito nada, muito pelo contrário. Os últimos dias foram bem corridos e aconteceram coisas boas e ruins. Vou tentar contar tudo resumidamente pra não ficar cansativo.
No dia 4 de maio fomos de novo para Varsóvia, resolver mais uns assuntos (Para os curiosos de plantão; só conto tudo quando já tiver certeza. Pode ser uma superstição boba, mas pra mim nunca deu sorte espalhar pros outros coisas que “podem” acontecer). Tínhamos a intenção de ir pra Varsóvia no dia 2, mas como aqui dia 3 de maio é aniversário da constituição, e por isso feriado, muitas coisas estariam fechadas também na segunda.
No dia 8 de maio venceria o visto do Ricardo aqui na Polônia, e a maneira mais fácil de conseguir um novo, seria saindo do país e entrando de novo. Então, nessa última semana ficamos selecionando um destino para fazer uma viagem de fim de semana. Nossa intenção no princípio era ir pra Bratislava, capital da Eslováquia. Mas pesquisamos em vários sites, e não conseguimos chegar à conclusão se brasileiros precisariam pedir visto antes de entrar no país ou não. Por isso decidimos ir a Praga, capital da República Tcheca, onde nós já tínhamos pesquisado e sabíamos que o Ricardo não precisaria pedir visto antes de entrar.
Reservamos duas noites de albergue, compramos os bilhetes de trem, e embarcamos na sexta-feira à noite.
A viagem toda foi ótima, a cidade é linda e merece um post especial contando cada um dos detalhes dos lugares por onde passamos. Infelizmente esse post especial sobre Praga vai ficar sem fotos. E aqui começa a parte ruim das novidades.
Nossa viagem de volta a Cracóvia também foi feita durante a noite. O trem saiu de Praga às 21:20, com chegada prevista a Cracóvia por volta das 5:30. Eu e o Ricardo conseguimos pegar uma cabine vazia, e por isso deitamos, cada um em um banco pra dormir. Exatamente como tínhamos feito na ida. A cabine tem porta, mas não tem tranca, e a porta faz um barulho enorme quando se abre, e por isso toda vez que alguém abria a porta a gente acordava. Eu normalmente tenho o sono muito leve, mesmo em casa eu acordo com qualquer barulho, no trem, que não é muito confortável, e toda hora pára em alguma estação, não dá pra ter um sono pesado.
Nós dormimos um pouco até chegar na fronteira da República Tcheca com a Polônia. Lá acordamos porque os passaportes são conferidos, e é dado visto de entrada, saída, conforme o caso. Era o principal propósito da viagem, o Ricardo tinha que pegar um novo visto aqui da Polônia. Tudo correu muito bem. O oficial da República Tcheca carimbou a saída e o oficial da Polônia carimbou a entrada. Felizes da vida com a “missão cumprida”, deitamos de novo para dormir mais um pouquinho.
Algum tempo depois, abriram a porta da nossa cabine. Era um condutor do trem checando os bilhetes de novo. Depois disso, apagamos. Dormimos de uma forma que não foi normal. Eu me lembro ainda de ter acordado uma vez, olhado no relógio, eram 4:45, já era dia, e apaguei de novo.
Às 5:15 mais ou menos acordei de novo com porta da cabine sendo aberta. Pensei que fosse pra checar e bilhete de novo, por isso levantei e fui pegar os bilhetes na bolsa, mas para meu desespero ela não estava lá. Fiquei em pânico! Logo chegaram dois rapazes perguntando se nós éramos brasileiros, pois eles tinham encontrado a minha bolsa com os passaportes dentro. Mas a câmera digital, com todas as fotos de Praga e a minha carteira tinha sumido.
Uma outra cabine com turistas também foi roubada. Levaram uma câmera fotográfica digital e uma filmadora profissional, além de algum dinheiro que tinham numa carteira. Conversamos com um rapaz polonês que estava na cabine ao lado da nossa a respeito do ocorrido. Ele nos falou que esse tipo de crime tem sido cada vez mais comum nos trens poloneses. Usam um tipo de gás que faz com que as pessoas na cabine caiam num sono profundo, que não precisa durar muito, é só o tempo de entrar na cabine e recolher o que lhes interessa. Chegamos à conclusão de que provavelmente os próprios condutores do trem, que checam os bilhetes, devem estar envolvidos. Afinal, como os ladrões saberiam quais as cabines em que estão os turistas, que normalmente tem câmeras e grandes somas em dinheiro? Esse mesmo rapaz nos disse que sempre que viaja de trem, principalmente durante a noite, leva um tipo de corrente com alarme para travar a porta enquanto ele dorme. Só assim mesmo pra dormir tranqüilo.
Chegando em Cracóvia, ao invés de descansar e contar pra todo mundo os detalhes da nossa linda viagem, fomos fazer boletim de ocorrência em uma delegacia.
Minha segunda viagem à Europa e meu segundo boletim de ocorrência, cada um em um país diferente. E no Brasil que é o “país perigoso” que a gente ouve falar, nunca me aconteceu nada...
Bom, amanhã é meu aniversário, então o dia vai ser um pouco corrido, afinal mesmo longe de casa eu vou comemorar, por isso não vai dar tempo de escrever o post sobre Praga. Mas no máximo esse final de semana eu escrevo.