Nossa Páscoa em Gliwice
Fomos convidados pela Sławka e pelo Andrej a visitá-los no feriado de Páscoa. Adoramos a idéia, por isso aceitamos de imediato o convite.
A Sławka nos pediu para que chegássemos lá no sábado bem cedo, por isso teríamos que pegar o trem que saía às sete horas.
Acordamos às 5, tomamos café, pegamos o bonde às 6:09, precisamente e às 6:30 já estávamos na estação.
Esse trem era bem diferente do que pegamos para Auschwitz. Ele tinha primeira e segunda classes, e era bem mais rápido, além de fazer bem menos paradas.
A viagem até Gliwice demora duas horas. Chegamos lá às 9 e pouco depois o Andrej chegou para nos buscar.
No caminho para a casa dele, passamos para pegar o pai dele, o Sr. Czeław Pusz, que iria tomar café da manhã com a gente.
Conhecemos o filho deles, o Martim, que tem 11 anos. Pena que ele não falava inglês. Todos eles fizeram com que nos sentíssemos muito à vontade na casa.
Depois do nosso café da manhã o Jacek apareceu e saímos para dar uma volta pela cidade. Conhecemos o centro em alguns minutos, afinal, não é uma cidade muito grande para os nossos padrões.
Tínhamos combinado de encontrar o Sr. Pusz e o Martim às 14 na catedral para começarmos a conhecer os costumes poloneses.
Essa cerimônia na catedral é muito comum. Normalmente as crianças vão com suas famílias na igreja levando uma cestinha com alguns alimentos que serão consumidos no domingo, para que estes sejam abençoados pelo padre. A cerimônia é bem curta, dura de 15 a 20 minutos e acontece a cada meia hora durante todo o sábado.
Voltamos para a casa do Andrej e assistimos ao filme preferido do Martim antes do jantar, “Das Boot”. O título em português é “O Barco – Inferno no Mar”. Esse filme é inspirado em um livro que deve ter umas 700 páginas, e o pequeno Martim já leu. Isso é Europa. Quando eu tinha a idade dele só ficava assistindo Xuxa.
O café da manhã do domingo de Páscoa nem deveria se chamar café da manhã. Começou com uma oração e a repartição dos ovos e cumprimentos de ‘Feliz Páscoa’ entre todos. Depois uma sopa, depois muitos frios e ovos, pães...Quando já estávamos explodindo, a Sławka mencionou que essa era só a primeira parte, ainda tinha a segunda, os doces.
Depois desse “almoço”, fomos fazer um passeio pela cidade com o Sr. Pusz. Visitamos a igreja mais antiga da cidade, com quase 800 anos, alguns monumentos e a praça central.
Na seqüência, fomos visitar a casa que a Sławka e o Andrej estão construindo. Fica num lugar bem tranqüilo, em outra cidade, à 15 minutos de carro de Gliwice. Ela já está quase pronta, talvez eles se mudem pra lá em julho. A casa é linda e o lugar que ela fica é mais lindo ainda. Depois de visitar a casa fomos todos dar um passeio no bosque que fica ao lado.
Na volta desse passeio fomos para a casa do Jacek, onde conhecemos os pais dele, que também foram muito simpáticos e nos ofereceram muuuuuita comida. O pai dele tentou nos embebedar com um licor de cerejas caseiro delicioso. Felizmente não conseguiu, mas que estava bom, estava.
Quando voltamos, assistimos a uma comédia polonesa de título “Meninos não choram”. Para nosso desespero, não tinha legenda em inglês, então o Andrej explicava o que acontecia nas cenas principais. Eu fiquei feliz porque consegui entender vários diálogos.
No dia seguinte uma surpresa nos aguardava. Aqui na Polônia, essa segunda-feira depois da Páscoa é conhecida como “segunda-feira molhada”. As pessoas jogam água uma nas outras, até mesmo sair na rua é arriscado. Achamos que nossos anfitriões não teriam coragem de fazer isso com a gente. Nos enganamos.
Já tínhamos visto as pistolas de água do Martim, e pudemos sentir sua eficiência. Ainda bem que foi só um jato de água, para manter a tradição.
Depois do café fomos fazer um passeio de carro com o Andrej e o Jacek pela região.
É uma região tipicamente industrial. Passamos por muitas fábricas e minas de carvão, muitas delas desativadas. Visitamos também os bairros dos trabalhadores. Os prédios são bem antigos, normalmente têm mais de 100 anos, e a maioria deles não têm banheiro no apartamento.
Nessa noite, depois do jantar, fomos ver algumas fotos do Andrej e da Sławka. Eles viajam bastante, tanto a trabalho quanto a passeio, e o Andrej ainda por cima é alpinista.
Vimos fotos de uma de suas escaladas na Califórnia. Uma parede vertical que tem em torno de 1000 metros, e levou três dias e meio para escalar. Além disso, vimos fotos da Índia, Hong Kong, Córsega, montanhas da Itália...Lindas!
Na terça-feira acordei com dor de estômago, provavelmente resultado da comilança dos dias anteriores. Fiquei na casa do Andrej à base de chazinho enquanto os meninos foram na casa do Sr. Pusz. Lá eles fizeram um degustação de vodka ucraniana e ainda ficaram aprendendo palavras em vários idiomas com o Sr. Pusz, que fala nove idiomas diferentes.
Pegamos o trem das 15:06 e voltamos, com o Jacek, para Cracóvia. Adoramos o nosso feriado de Páscoa tradicionalmente polonês!
A Sławka nos pediu para que chegássemos lá no sábado bem cedo, por isso teríamos que pegar o trem que saía às sete horas.
Acordamos às 5, tomamos café, pegamos o bonde às 6:09, precisamente e às 6:30 já estávamos na estação.
Esse trem era bem diferente do que pegamos para Auschwitz. Ele tinha primeira e segunda classes, e era bem mais rápido, além de fazer bem menos paradas.
A viagem até Gliwice demora duas horas. Chegamos lá às 9 e pouco depois o Andrej chegou para nos buscar.
No caminho para a casa dele, passamos para pegar o pai dele, o Sr. Czeław Pusz, que iria tomar café da manhã com a gente.
Conhecemos o filho deles, o Martim, que tem 11 anos. Pena que ele não falava inglês. Todos eles fizeram com que nos sentíssemos muito à vontade na casa.
Depois do nosso café da manhã o Jacek apareceu e saímos para dar uma volta pela cidade. Conhecemos o centro em alguns minutos, afinal, não é uma cidade muito grande para os nossos padrões.
Tínhamos combinado de encontrar o Sr. Pusz e o Martim às 14 na catedral para começarmos a conhecer os costumes poloneses.
Essa cerimônia na catedral é muito comum. Normalmente as crianças vão com suas famílias na igreja levando uma cestinha com alguns alimentos que serão consumidos no domingo, para que estes sejam abençoados pelo padre. A cerimônia é bem curta, dura de 15 a 20 minutos e acontece a cada meia hora durante todo o sábado.
Voltamos para a casa do Andrej e assistimos ao filme preferido do Martim antes do jantar, “Das Boot”. O título em português é “O Barco – Inferno no Mar”. Esse filme é inspirado em um livro que deve ter umas 700 páginas, e o pequeno Martim já leu. Isso é Europa. Quando eu tinha a idade dele só ficava assistindo Xuxa.
O café da manhã do domingo de Páscoa nem deveria se chamar café da manhã. Começou com uma oração e a repartição dos ovos e cumprimentos de ‘Feliz Páscoa’ entre todos. Depois uma sopa, depois muitos frios e ovos, pães...Quando já estávamos explodindo, a Sławka mencionou que essa era só a primeira parte, ainda tinha a segunda, os doces.
Depois desse “almoço”, fomos fazer um passeio pela cidade com o Sr. Pusz. Visitamos a igreja mais antiga da cidade, com quase 800 anos, alguns monumentos e a praça central.
Na seqüência, fomos visitar a casa que a Sławka e o Andrej estão construindo. Fica num lugar bem tranqüilo, em outra cidade, à 15 minutos de carro de Gliwice. Ela já está quase pronta, talvez eles se mudem pra lá em julho. A casa é linda e o lugar que ela fica é mais lindo ainda. Depois de visitar a casa fomos todos dar um passeio no bosque que fica ao lado.
Na volta desse passeio fomos para a casa do Jacek, onde conhecemos os pais dele, que também foram muito simpáticos e nos ofereceram muuuuuita comida. O pai dele tentou nos embebedar com um licor de cerejas caseiro delicioso. Felizmente não conseguiu, mas que estava bom, estava.
Quando voltamos, assistimos a uma comédia polonesa de título “Meninos não choram”. Para nosso desespero, não tinha legenda em inglês, então o Andrej explicava o que acontecia nas cenas principais. Eu fiquei feliz porque consegui entender vários diálogos.
No dia seguinte uma surpresa nos aguardava. Aqui na Polônia, essa segunda-feira depois da Páscoa é conhecida como “segunda-feira molhada”. As pessoas jogam água uma nas outras, até mesmo sair na rua é arriscado. Achamos que nossos anfitriões não teriam coragem de fazer isso com a gente. Nos enganamos.
Já tínhamos visto as pistolas de água do Martim, e pudemos sentir sua eficiência. Ainda bem que foi só um jato de água, para manter a tradição.
Depois do café fomos fazer um passeio de carro com o Andrej e o Jacek pela região.
É uma região tipicamente industrial. Passamos por muitas fábricas e minas de carvão, muitas delas desativadas. Visitamos também os bairros dos trabalhadores. Os prédios são bem antigos, normalmente têm mais de 100 anos, e a maioria deles não têm banheiro no apartamento.
Nessa noite, depois do jantar, fomos ver algumas fotos do Andrej e da Sławka. Eles viajam bastante, tanto a trabalho quanto a passeio, e o Andrej ainda por cima é alpinista.
Vimos fotos de uma de suas escaladas na Califórnia. Uma parede vertical que tem em torno de 1000 metros, e levou três dias e meio para escalar. Além disso, vimos fotos da Índia, Hong Kong, Córsega, montanhas da Itália...Lindas!
Na terça-feira acordei com dor de estômago, provavelmente resultado da comilança dos dias anteriores. Fiquei na casa do Andrej à base de chazinho enquanto os meninos foram na casa do Sr. Pusz. Lá eles fizeram um degustação de vodka ucraniana e ainda ficaram aprendendo palavras em vários idiomas com o Sr. Pusz, que fala nove idiomas diferentes.
Pegamos o trem das 15:06 e voltamos, com o Jacek, para Cracóvia. Adoramos o nosso feriado de Páscoa tradicionalmente polonês!
