Sábado, dia 21 de agosto, Cracóvia...ops, São Paulo. E lá fomos nós para a primeira aula de polonês. Por duas horas, sentimos o gostinho do que é escutar e falar a língua oficial da Polônia, e se, o básico para uma introdução é relativamente fácil, o que veio depois me assustou, e muito.
Imaginem muitas consoantes, algumas acentuadas (!) e poucas vogais. Não há similaridade com o português, visto que o polonês deriva das línguas eslavas (russo, eslovaco), e se engana aquele que pensa que existe algum parentesco com o alemão, que tem raiz no saxão.
Nosso professor é o padre Miro, pessoa muito gentil e que tem uma paciência de Jó para ensinar um monte de pessoas que só enrolam a língua e fazem cara de espanto quando ele fala polonês naturalmente. Ah, diga-se de passagem, a Karina ficou babando no adesivo do carro dele. Era a bandeira polonesa toda estilizada. Padre moderno esse, dirige um Fiesta adesivado.
Nossos companheiros de sala não poderiam ser mais ecléticos. Temos velhinhas que palpitam o tempo todo, jovens meninas que conheceram poloneses e querem aprender a língua para engatar um namoro, e pessoas que, como nós, pretendem ir para a Polônia. Éramos 14 alunos, e apesar da confusão inicial, conseguimos aprender o necessário para não se passar por mal educado.
O curso é gratuitamente concedido pelo consulado polonês em São Paulo e teremos aulas aos sábados. Claro que vou ter mais dificuldades que a Karina, até por nunca ter escutado polonês antes, a não ser por algumas expressões ensinadas por ela. Espero que eu consiga, pelo menos, acostumar os ouvidos com a língua da nossa futura terra. Czesc (tchau)...hehehe. Tá vendo como é fácil.