Segunda-feira, Dezembro 26, 2005

The End

Sim, desapareci por uns tempos. E voltei só pra colocar um “The End” definitivo no blog, afinal estou de volta ao Brasil e o blog perde a razão de existir. Meu irmãozinho continua lá na Polônia, mas ele nunca foi de escrever mesmo, não vou ser eu que vou fazer isso por ele, né?
Não posso deixar de contar a minha última aventura no lado de lá do Atlântico, e diz respeito às minhas bagagens.
Bom, quando eu estava indo viajar, em fevereiro, já tive um probleminha pra conseguir arranjar espaço pra todas as minhas coisinhas. Mas como eu estava viajando com dois homens, consegui distribuir os meus excessos nas malas deles. As minhas duas malas saíram do Brasil com 32kg cada uma.
Quando eu e o Ricardo estávamos indo para Londres em junho, tivemos que comprar mais uma mala pra ele. Além disso, deixamos todos os nossos casacos de inverno na Polônia.
O Ricardo voltou para o Brasil em julho, e trouxe para o Brasil muitas das minhas coisas que eu sabia que não iria usar nos próximos quatro meses.
Eu devo assumir que comprei bastante coisas em Londres, principalmente livros. Porque aqui no Brasil os livros em inglês custam uma fortuna, e os preços dos livros clássicos estavam irresistíveis!
Mas nessa viagem que fiz pra Cracóvia antes de voltar ao Brasil, levei todos os meus excessos comigo, principalmente as coisas mais pesadas como os livros e alguns cds. Fiz isso porque o correio de lá é bem mais barato do que de Londres, e como eu iria ter que despachar os casacos que estavam lá, poderia enviar essas outras coisas também. E foi o que fiz. Só que eu comprei algumas coisinhas lá em Cracóvia que eu não pude despachar. O resultado é que a minha mala voltou com o mesmo peso que ela foi. E isso foi só o começo da encrenca.
Como eu tinha algumas coisinhas a fazer ainda em Londres, além de despedidas pra ir, acabei deixando para arrumar a mala na minha última noite.
Quando eu terminei de arrumar a minha mala grande, e vi o monte de coisas que faltavam pra colocar na mala menor, fiquei desesperada... Já sabia que teria problemas.
Pensei muito no que fazer, e acabei decidindo por comprar uma mala ainda maior do que a mala que eu já tinha, para colocar as coisas que faltavam.
Comprei a maior mala que tinham na loja. Cheguei em casa toda feliz, e coloquei tudo o que tinha sobrado dentro do “malão”. Só que quando eu fui pesar a bendita, ela estava pesando mais de 40 kg, sendo que o limite é 32 kg. Se eu já estava desesperada antes, agora então, já estava em pânico.
O Hussein chegou em casa bem nesse momento e me ajudou a resolver o problema do jeito que dava.
Primeiro decidimos tirar tudo o que era pequeno e pesado, pra colocar na mala de mão. Ele até me deu uma malinha com rodinhas pra disfarçar o peso que ela iria ter. Quando não cabia mais nada, pesamos a dita, e ela estava com quase 20 kg.
Depois tive que me livrar de algumas roupas para que o que não tinha cabido na bolsa de mão, coubesse nas malas grandes, mas sem estourar o limite de peso.
Isso feito, peguei o meu táxi e fui para o aeroporto. Eu só precisava dar sorte de não perceberem que a minha bagagem de mão estava cheia de chumbo!
Na hora de fazer o check-in a balança deu pau, e só conseguiram pesar uma das minhas malas. Porém a mocinha percebeu que eu fazia uma força descomunal pra conseguir movimentar a malinha. Ela disse que eu teria que despachar aquela também, mas que, para minha sorte, não iria me cobrar o excesso de bagagem.
A minha sorte não terminou aí não! Chegando no Brasil, estava morrendo de medo de ser para pela Receita Federal, e ter que pagar imposto sobre as muambas que eu estava trazendo comigo. Mas pra minha sorte tinha um vôo chegando de Miami ao mesmo tempo que o meu, e por isso o pessoal dava prioridade a vistoriar a bagagem deles!
No final das contas, a coisa mais desagradável que aconteceu na minha viagem de volta pra casa foi que, uma das garrafas de Wisniówka que eu tinha comprado na Polônia quebrou. Mas como eu tinha trazido mais duas, nem foi tão ruim assim!
Para os meu “milhares” de leitores que acompanharam o blog e que vão ficar com saudades, tenho uma indicação. Leiam o blog Histórias Sem Fim, que acabou de ser “inaugurado” e está sendo escrito pelo Ricardo, que fez tanto sucesso quando dava suas palhinhas por aqui.
Sem mais.

The End

Domingo, Novembro 13, 2005

Passeando pela Polska

Adorei ter tido a oportunidade de voltar a Cracóvia. Pude rever lugares que eu gosto muito, reencontrar grandes amigos e, claro, matar a saudade do meu irmãozinho. Vejam as fotos aqui.
Tinha uma lista enorme de coisas que eu tinha que comprar lá, então não deu pra ficar só passeando, e também, eu tinha que enviar um monte de coisas minhas pelo correio, pra facilitar a minha vida e deixar as minhas malas um pouco mais leves.
Então eu revezava compras com passeios. Não deixei de visitar o Wawel, nem de dar comida pros patos e cisnes do Vístula. Passei horas checando preços e fazendo barganhas no mercado da praça central.
No domingo de noite fui, com o Yuri e com a Monika, num restaurante que sempre tive vontade de ir enquanto estava lá, mas sempre achei um pouco caro demais. Mas agora que eu estou ganhando em libras, mesmo que seja por pouco tempo, posso me oferecer certos luxos.
O restaurante é fantástico! Não só pela comida, mas o ambiente é muito legal. Algumas salas do restaurante imitam uma casa de camponês, outras parecem um castelo, com espadas, escudos...
Na terça a noite teve festinha de despedida, lá no Stary Port, um bar que fica perto da faculdade, e lugar que a gente sempre encontrava nossos amigos. Experimentei o vinho quente... Uma delícia!
Na quarta-feira de manhã dei mais umas voltinhas pelo centro, e depois encontrei com o Yuri e a Monika pra comer no restaurante de comida da Geórgia.
O dia, apesar de bem frio, estava lindo quando nós entramos no restaurante. Mas quando estávamos saindo percebemos que o tempo tinha mudado... O sol estava encoberto por uma neblina fraca que nós não demos muita importância no momento.
Só passamos em casa pra pegar minha bagagem e seguimos direto pro aeroporto. Chegando lá, fiz o check-in. Como ainda tínhamos uns minutinhos fomos tomar um café. Depois do café, segui pra área de embarque. Despedidas, choradeira, mas tudo bem, passei pela segurança, dei tchauzinho e entrei.
Daí começou o meu drama, sim porque seria bom demais que tudo desse certo na minha viagem. Na hora que éramos pra estar levantando vôo anunciaram que haveria um atraso por causa das condições do tempo. Sim, aquela inocente neblina tinha virado um nevoeiro que não se enxergava um palmo na frente do nariz.
Tudo bem, fazer o que senão esperar. Mais de meia hora se passou até que recebêssemos outro anúncio. Dessa vez o nosso vôo tinha sido cancelado. Seríamos levados de ônibus até Katowice, que fica a mais ou menos uma hora e meia de viagem, e de lá pegaríamos o nosso vôo.
Estávamos saindo do aeroporto de Cracóvia no horário que deveríamos estar pousando em Luton. E pra piorar, o termômetro do aeroporto marcava 2 graus, bem diferente dos -16 que marcava quando chegamos em Cracóvia, mas mesmo assim, pra mim, estava frio!
Chegando em Katowice, tivemos que passar pelo check-in de novo, além é claro do controle de passaportes e segurança, só nisso perdemos mais de uma hora.
E pra piorar, quando conseguimos entrar no avião, o comandante nos informou que as condições climáticas ali também não estavam muito boas e que talvez não conseguíssemos decolar! Eu já tava achando que era pegadinha, já estava sendo demais pra minha paciência!
Ficamos dentro do avião esperando por quase meia hora, até que conseguíssemos levantar vôo. No total foram 6 horas de atraso.
Mas aí eu estava com outro drama. Não sabia se por volta da meia-noite eu iria conseguir um ônibus ou trem que me levasse de Luton pra Londres. E tudo o que eu não queria era ter que dormir no aeroporto.
Felizmente, chegando lá consegui pegar um ônibus que me levou pra bem pertinho de casa.
No final das contas cheguei em casa às duas da manhã quebrada, morrendo de fome, e com frio, mas cheguei!

Quarta-feira, Novembro 02, 2005

Aproveitando

Tenho feito o possível pra aproveitar o melhor possível os meus últimos dias no lado de cá do Atlântico.
Esse fim de semana eu continuei a minha busca por lembrancinhas.
No sábado fui de novo ao Portobello Market. Estava procurando umas frutas secas. Não achei lá, mas num outro mercado. Só não comprei ainda porque acho melhor comprar só alguns dias antes de viajar pro Brasil.
Como eu que estou aqui suando pra conseguir cada libra, eu decidi que eu também merecia presente, por isso comprei pra mim, o box com as versões extendidas dos três filmes do Senhor dos Anéis.
Domingo fui bem cedo com o Hussein para o Camden Market. Eu tinha prometido ajudá-lo. Ficamos lá até a noite. Na volta pra casa ainda tive que encarar ir ao mercado, pois a minha geladeira estava vazia... Estar aqui sozinha tem suas enormes desvantagens, essa é uma delas, ter que ir ao mercado sozinha e não ter ninguém pra ajudar a carregar as compras...

Segunda, depois de muito tempo enrolando criei coragem e fui fazer uma coisa que há muito tempo eu tinha vontade. Fui assistir ao musical do Fantasma da Ópera.
Sempre gostei muito de tudo que dizia respeito ao musical. A trilha sonora eu já tenho há quase dez anos, esse ano assisti à nova versão do filme, a qual eu já tenho o dvd, faltava assistir ao musical. E eu adorei!!! Saí de lá com vontade de ver de novo. Pra completar já tenho o livro, mas ainda não sei quando vou ter tempo de ler.
E ontem foi aniversário do Hussein. Ele tinha ficado de fazer um jantar pra mim e pra Julia. E nós compramos bolo, presente e fizemos um cartaz de Happy Birthday. Acho que ele gostou bastante.

Pra quem ainda não sabe, essa é a minha última semana de trabalho lá no Subway. No sábado estou indo visitar meu irmãozinho lá em Kraków, volto só na quarta-feira. Se der eu coloco um post de lá, caso contrário, dou notícias quando eu voltar.

Terça-feira, Outubro 25, 2005

Fim de semana curtinho

Esse final de semana foi tão curtinho que acabou antes que eu me desse conta que tinha começado. Tudo porque a mocinha que trabalha lá no Subway de final de semana tirou uns dias de férias, e é claro que sobrou pra mim. Queriam que eu trabalhasse tanto no sábado quanto no domingo, mas me recusei. Decidi abrir a loja no domingo.
Tirei o sábado para fazer compras. Andei a Oxford Street de cima a baixo. Cheguei em casa com os pés inchados.
No domingo, depois do trabalho fui pra casa da Hiwit. Era aniversário do namorado dela, e já fazia tempo que ela me convidava pra ir até lá conhecer um pouco das tradições da Etiópia, então decidi aproveitar a oportunidade.
Experimente pratos da culinária etíope, tudo bem apimentado, mas muito gostoso. Depois ela me mostrou a cerimônia do café. É quase que um ritual. Eles torram e moem o café em frente aos convidados. Depois todos bebem o café três vezes.

Fiquei um tempão conversando com o namorado dela. Ele me mostrou uns vídeos com danças típicas e outros com cantores mais contemporâneos. Aprendi muitas coisas sobre a Etiópia, dentre elas que a religião mais comum no país é a ortodoxa, como na Rússia! E também que o país não foi colonizado por nenhuma civilização européia. Interessante!

Normalmente a Hiwit abre o Subway de segunda-feira, mas como ela estava com convidados em casa, e sabia que eles ficariam lá até tarde, pediu pra que eu abrisse. Eu aceitei porque gosto de abrir a loja, é duro ter que acordar cedo, mas em compensação volto pra casa ainda de dia e tenho tempo de fazer mais coisas.
Na segunda, aproveitei que saí às três horas do trabalho e fui falar com o patrão sobre a minha saída. Achei que ele fosse dar “pití”, mas pra minha surpresa ele se comportou muito bem. Desejou-me boa sorte e me pediu que tentasse contratar novos funcionários, para treiná-los nessas duas semanas que me restam.
Agora mais do que nunca estou em contagem regressiva!

Terça-feira, Outubro 18, 2005

Atrações turísticas

Esse final de semana tinha programado um roteiro bem turístico, passando por pontos bem famosos daqui de Londres. Mas uma das principais atrações do meu roteiro só iria acontecer no domingo. Então transformei o sábado em dia da preguiça.
Acordei tarde e fiquei boa parte da manhã dando apoio moral pro Hussein, que estava desentupindo uns canos na cozinha.
De tarde eu não queria ficar em casa, mas não queria fazer nada muito desgastante, então saí pra uma programação bem light.
Primeiro dei uma passadinha em Oxford Street pra comprar umas lembracinhas. Depois me encaminhei pra uma das minhas livrarias preferidas e fiquei lá por umas duas horas folheando livros, tomando café... Delícia!
No domingo acordei cedinho, olhei pela janela e vi que o tempo estava bom, essencial pra todo o meu passeio. Então resolvi me movimentar.
Depois do café da manhã fui direto pro Buckingham Palace. Como eu cheguei lá cedo, dei uma voltinha pelo St. James Park, e curti um pouquinho da paisagem, que já está ficando com cara de outono.
Acordar cedo valeu a pena, pois eu consegui ficar num lugar ótimo pra assistir à troca da guarda.
Saindo de lá fui caminhando na direção da abadia de Westminster. Passei também pelo Parlamento e pelo famosíssimo Big Ben.
Já a caminho de casa, dei uma pausa pra descansar em Trafalgar Square. Fiquei quase uma hora lá lagarteando no sol.
O problema é que tem uma livraria enorme perto de casa. E eu entrei pra dar uma olhadinha. Nem preciso dizer o que aconteceu, né? Mas agora consegui comprar todos os livros que eu queria, e me proibi de entrar em uma livraria pelos próximos meses.